segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O vôo da pedra em direção ao relógio

Quando nos libertamos do escuro das palavras
A instância dos sonhos se misturam
E pelo infinito dos saberes: janelas e colisões!
Insuperáveis tendências de uma vida espontânea
Mais tarde, relembrando, sempre há o sorriso
Fragrância dos caminhos e lugares descobertos pelos nossos desejos
Fugaz busca pelo infinito?
É difícil se desligar do solo que irradia as raízes do nosso contentamento
...os dias parecem seguir sem orientação!
Apesar do romano calendário...

ANTIGAS MIRAGENS


TODOS OS DIAS ABREM-SE AVENIDAS
NOS BECOS DA MINHA VIDA
FRASES SOLTAS COMPLETAM
OS QUEBRAS-CABEÇAS DA FELICIDADE

MIRAGENS ANTIGAS NUM DIA LONGÍNQUO
SÃO OS VÍCIOS DESSES DIAS

PRATA? OURO? BRONZE?
AS DISTINÇÕES SÃO EFÊMERAS
NOS TRIUNFOS COTIDIANOS
PRAZERES E FETICHES DIÁRIOS
FORÇAM A ALEGRIA DE VIVER

SEMPRE PROCURAMOS AS MARGENS
NO RIO QUE DESAGUA NO MAR
UNS DIAS PARA RESPIRAR
E NOUTRO É MELHOR UM MERGULHO
EM TURVAS ÁGUAS, PARA PODER AMAR

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A infância dos livros

Cuido dos livros como se fossem crianças.
Afinal, de infância todo livro tem um pouco.
Eu vos digo:
Eles - os livros- tem duplo caráter:
o de livro
e o de Pessoa.
Possuem tudo o que se vê.
Entretanto, convivem numa boa.
Há livros que nunca marcamos as páginas
Outros, páginas sempre marcadas.
Há muitas simetrias entre algumas páginas
Entre outras, nem tanto...
Mantêm-se isoladas!
Um dia, observei também
Que ocorrem
Beijos escondidos entre capítulos...
Deduzi
Ó céus...
Quanta infância há num livro!

St. Louis, 1º de fevereiro de 2011.
Num tempo recluso apenas vivendo e lendo, a pedidos retorno a escrever poesia ...