quarta-feira, 31 de março de 2010

Predadores de Colarinho e Pedigree

ESCOLHAS INDIVIDUAIS
DE CARNICEIROS SOCIAIS
VERDADEIROS PREDADORES TROPICAIS
COM RESULTADO GLOBAL
ANTI - ULTRA - NACIONAL
O MARGINAL E RADICAL
DEPENDE DO PONTO DE VISTA
A BARBARIE SEMPRE FOI E VAI SER SUA ISCA
TERRORISMO INTERNACIONAL
PONTOS NO IBOPE E NA SUA ESTATISTICA
QUE FISGA E AGLUTINA
ANTES REGIONAL
AGORA MULTINACIONAL
PREDADORES/SENHORES
DE COLARINHO E PEDIGREE
O SEU CAMINHO EU CONHEÇO
MAS EU PREFIRO NÃO SEGUIR

TEMPO DE VIVER
TEMPO DE TRAMPAR
SÓ NÃO HÁ TEMPO DE SONHAR
Para ver essa poesia musicada clic aqui http://www.youtube.com/watch?v=4kjlH8QqemU

segunda-feira, 22 de março de 2010

Meu Sul


Ah, o Recife !
E seus olhos de jabuticaba,
Suas tardes de macaxeira
E suas noites enluaradas !

Ah, o Recife !
E seus cachos vazios
cheios de cor,
As árvores do cinema
Os sorrisos bêbados de amor.

Ah, o Recife !
Amigos nas tardes dos mercados
Cachaça, rapadura e samba...
Seus poetas bambas
Que nos fazem sorrir.

Ah, Recife !
Imensas são as saudades de ti
Sua alma de cidade me faz refletir
E na geografia do meu coração
O Recife é o meu sul.

O Conto

PARA ALÉM DO QUE EU SINTO, PERCEBO
ACHO QUE ESTA NA HORA DE COMEÇARMOS A BRINCAR!
ESSE ROSTO JOVIAL JÁ POSSUI MARCAS
PENUGENS BRANCAS E CICATRIZES DE ESPANTO
NO ENTANTO, A AMARGURA NÃO SE FAZ NECESSÁRIA
A VIDA É COMO UM CONTO
QUE O FIM NÃO NOS INTERESSA
DEGUSTANDO O COTIDIANO
PODEMOS ALUCINAR NOSSAS VIBRAÇÕES
ASSIM COMO J.L. BORGES
KAFKANIAMENTE CONHECEMOS O PROCESSO
E PREFIRIMOS A VIDA DE BARATA
PARA FABRICARMOS INFINITAS METAMORFÓSES
AO INVÉS DE ACEITAR A GANÂNCIA COMO ALIBI
TALVEZ A SINCERIDADE COM O CORAÇÃO
SEJA PEDIR DE MAIS
MAS PORQUE TANTAS PALAVRAS?
SE SÃO AS CONFIDÊNCIAS DOS OLHOS QUE NOS SATISFAZEM
E É A FRAGRÂNCIA DO CABELO QUE FAZ O ELO
TANTAS VEZES A BOCA DIZ NÃO
NO ENTANTO, ESTENDEMOS NOSSAS MÃOS


terça-feira, 16 de março de 2010

Época de chuva


Acabou-se a boêmia
Agora bebo um copo de chuva
Já eram as horas vadias que ficava com meu amor.
Os homens não são mais os mesmos
Não vestem chapéu
Não olham mais pro céu
Não falam palavras de amor.
Hoje nas tardes vazias sinto dor...
A dor de ter sempre que partir,
De não resistir aos olhares tensos e envidraçados
Da minha gente das ruelas amargas e nuas
Sobrevivendo na cidade do descaso.
Respiro a última gota de chuva com o gole do café amargo.

Trono de Adão

Vou lhe falar algumas verdades então!
Os Reis morreram e estão enterrados
Mas suas coroas permanecem no trono
No Egito isso era raro
Mas aqui? Nada mais comum
As Capitanias continuam hereditárias
E o Brasil pau(Pau brasil)pra toda obra

De certo fui Rei, mas me enterrei
Com certeza fui o mais tirano
Lembro-me como se fosse hoje
Mandei matar todos meus inimigos
Governei como um verdadeiro mensageiro de Deus
O povo me adorava e eu amava meu povo
Fui o Gilgamesh do Brasil
Desbravei os mundos
Mas o que mais gostei foi o Inferno

Vivi por algum tempo com meu tutor
Lúcifer era também um grande amigo
Graças a ele tive meus momentos de glória
Ele soltava seus foguetes e o povo sorria
Que incrível era sua magia
Nas Guerras sempre foi meu aliado
Eu nunca perdi – sempre vencedor
Só uma vez tive que me ausentar de meu trono
Foi quando meu reino foi destruído
Minha família foi à única a sobreviver
Mas não considero derrota
Pois eu nunca lutei

Hoje como estou?
Tranqüilo!!!
Ajudei ao Lú a distribuir o mensalão
Mas estou longe dos meus objetivos
Preciso de mais almas
A minha não da mais
Vou começa a vender as dos meus amigos

sexta-feira, 12 de março de 2010

Só mais uma reflexão...

Muitas vezes escolhemos posições e damos opiniões sobre fatos do cotidiano, que de certa forma não temos poder de mudança, sem a devida reflexão. Muito recente é a regularização dos “flanelinhas” em Porto Alegre. Não há duvida de que, para os donos de automóveis, o preço “extorquido” pelos “flanelinhas” em grandes eventos é muito alto. Todos que pagam se perguntam: a rua não é publica? Porém, esse é só um lado da moeda. Assim, como os “flanelinhas”, outras profissões também causam polêmica perante a opinião publica: como os “cambistas” e “camelôs”. Sabemos que tais profissões não são dignas de prestígio pela maioria das pessoas, que elas não dão nenhum direito trabalhista, dependem exclusivamente da iniciativa individual e não tem certeza de renda. Portanto, esses subempregos são, sem dúvida, uma “opção” de milhares de pessoas desempregadas e que buscam uma renda digna para o sustento de suas famílias.
É preciso perceber que violência só gera violência. E à medida que o Estado, representado pela Prefeitura, violentamente e autoritariamente acaba com o sustento de milhares de famílias( com a obrigatoriedade de sindicalização para os “flanelinhas” e a expulsão dos “camelôs” da Praça XV), sem dar um mínimo de condições para que reconstruam suas condições de trabalho e sustento, forçam a multiplicação do ódio, desespero, necessidades, revolta, vingança: que se materializam nas violência diária de nossa cidade. Isso tudo para defender o interesse de empresários com suas lojas, estacionamentos, teatros, estádios e casas de show. Porém, é como a lei da física: na realidade sempre terá reação após uma ação. E apesar das novelas e jornais, as pessoas serão sempre “atores” de sua história. Seja no desemprego, na malandragem, no roubo e no assassinato. O mundo gira para todos, não só para os que “produzem”, mas quem é cerceado de produzir também quer, por que não? Menos um guardando o carro, mais um roubando? menos um no camelô, mais um traficando? menos um vendendo ingresso, mais um matando? A fome de um filho não tem preço e só quem tem Mastercard não sabe disso.



“Banditismo por pura maldade. Banditismo por necessidade. Banditismo por uma questão de classe!!!” Chico Science

quinta-feira, 11 de março de 2010

Sede de Mistérios

OS MISTÉRIOS DA FELICIDADE
VÊEM COM O INVOLUCRO DO INESPERADO
VIAJAM NO RIO DA VIDA COMO CORRENTEZA
HORA LENTA E REFLEXIVA
E POR VEZES COM A FORÇA DA CHUVA
QUE NÃO PARA DE CAIR, ALUVIÃO

COMO ÁGUA TURVA NÃO MOSTRA O FUNDO
NOS ACALENTA QUANDO QUENTE
NOS ACORDA QUANDO GÉLIDA
MISTÉRIOS QUE NOS CONFUNDEM
E NOS ENSINAM, NÃO MUITO RARO

SÃO COMO MARCOS QUE NUNCA SE CONSOLIDAM,
COMO IMPÉRIOS SEM FRONTEIRAS
POR ISSO, BEBO NO SORRISO DE UM CÃO
E NO CÉU SEM A LUZ DA CIDADE

COMO FRASES DE UM BOM LIVRO
NÃO CESSAM DE RESSOAR
E VEM DESSE INSOLITO IMPULSO
A SURPRINDENTE ALEGRIA DE PULAR

quarta-feira, 10 de março de 2010

Calçadas e Boeiros

PROFANO QUERO TUDO
MESMO QUE SEJA POR ENGANO
NO CIMENTO E NAS PEDRAS DE PARALELEPIPEDO
ONDE INJETO POESIA
DAS POMBAS QUE COMEM SOB MEU OMBRO
NO ESCOMBRO SE ENCONTRA A VEIA PARA A POESIA
MALDITA AGONIA QUE ME ENCANTA NA MESA DO BAR
JÁ FAZ TEMPO QUE NÃO INVENTO
TENTO E ATORMENTO COM IDÉIAS JOGADAS NO VENTILADOR
ATUCANANDO O TRANSEUNTE
FAZENDO VERSOS SEM IMPORTÂNCIA PARA GLOBALIZAÇÃO
SÃO AS FLAUTAS QUE ME LIBERTAM
QUE ME AJUDAM A CONHECER MINHAS IGNORÂNCIAS
DE UM LADO E DE OUTRO DA RUA
HAÁÁÁ,FELIZ, ÉU ENXERGO A LUA
NO SOL!GOSTO DE PESCAR AS IDÉIAS MESMO SEM ANZOL


NO MISTÉRIO DOS SENTIDOS
AS ANDANÇAS, FIGURAS, PECADOS E DESTINOS
FACE DAS CALÇADAS
O ENGODO DE ASFALTO
SE EXPREME ESPÉRANÇA NOS BARES E ESQUINAS
E A VIDA, NOVAMENTE, SE ILUMINA
SÓ QUERO HEMOGLOBINA
POR TODOS OS LADOS CORRENDO NA DIREÇÃO DA CABEÇA
DE CIMA A BAIXO
EXPLORANDO LIMITES DO CORPO E DA MENTE
PARA TANTO, EXPLODAMOS DINAMITES
DE PROVOCAÇÃO,DISENTERIA, INCOMODO, TERNURA, AÇÃO
- A ARTE –
A CULTURA DA RUA QUE SE FAZ
DESTRUIR O ALCATRAZ DA IMAGINAÇÃO
TALVEZ, MENOS LIBIDO E MAIS EMOÇÃO FAÇA SENTIDO
VIDAS SEM MISÉRIA
A VIDA TEM QUE TER DIARRÉIA
COLOCAR PARA FORA
A PALAVRA-SENTIMENTO
O GESTO-MOVIMENTO
O TATO-A CONSTRUÇÃO
VEM COM ARTE A EMOÇÃO

terça-feira, 9 de março de 2010

Movimento

Em uma metáfora de Nietzsche ele fala “das três transmutações”. Como o espírito se torna em camelo, e em leão o camelo, e em criança, por fim o leão. Na metáfora o camelo representa o espírito forte que carrega a carga, que renuncia e é respeitoso. Ao submeter-se, o camelo, as agruras de sua condição, ele carregado corre para o seu deserto. E é no mais solitário deserto que ocorre a segunda transmutação: em leão se torna aqui o espírito, liberdade ele quer conquistar, e ser senhor do seu próprio deserto. Seu último senhor ele procura aqui: quer tornar-se inimigo dele e de seu último deus, pela vitória quer lutar com o grande dragão. Qual é o grande dragão que o espírito não quer chamar de senhor e deus? “Tu deves” se chama o grande dragão. Mas o espírito do leão diz “eu quero”. “Todo valor já foi criado, e todo valor criado – sou eu. Em verdade, não deve haver nenhum ‘eu quero’!”Assim fala o dragão. Criar liberdade e um sagrado. Não, mesmo diante do dever: para isso, meus irmãos, é preciso o leão. Como seu mais sagrado amava ele outrora o “Tu deves”: agora tem de encontrar ilusão e arbítrio até no mais sagrado, para conquistar sua liberdade desse amor: é preciso o leão para esse rapina. E por ultimo, a transmutação final: a inocência é a criança, e esquecimento, um começar de novo, um jogo, uma roda rodando para si mesma, um primeiro movimento, um sagrado dizer-sim. Sim, para o jogo do criar, meus irmãos, é preciso um sagrado dizer-sim: sua vontade quer agora o espírito, seu mundo ganha para si o perdido do mundo – Assim falou Zaratustra quando passava pela cidade da Vaca colorida.
Nesse sentido, nietzschiniano, os artistas (no nosso caso, músicos) que fazem sua arte por que gostam e não têm tanto apego por resposta de publico e financeira, são eles as crianças da metáfora. Atingem um grau elevadíssimo de verdade e evolução com sigo mesmos. A luta diária por seu sustento é uma ferramenta, à medida, que sabe que seu motor é movido por outro “combustível”. E isso ninguém pode nos tirar! São tantos os que fazem por suas bandas e por seus projetos artísticos em nosso país - acreditar não parece ser mais um problema – porém, não é suficiente. Continuamos nos deparando com as dificuldades de estrutura e divulgação dos eventos. Nosso objetivo não é os problemas, mas, sim, as soluções. Portanto, a união de pessoas e interesses faz-se necessário para que se tenha um mínimo de condições para que as “crianças” possam fazer “arte” dignamente. Precisa-se de gestão, autonomia e propositividade de todos. Sem “disse-que-disse, buchicho não me faz feliz”. Como diria Black Alien “...Há três tipos de gente:os que imaginam o que acontece,os que não sabem o que acontece, e nós que faz acontecer. O bolo, glacê. Unidos à gente fica em pé. Dividido a gente cai. Quem falha cai. Um biribaibaibai. A colaboração do som é a carta na mesa...”.
Com informação, sabe-se que o Governo, produtoras e grandes patrocinadores pouco farão pela arte independente que, em principio ou com pré-conceito deles, não atinge o retorno financeiro que motiva o “incentivo” e apoio. E é por isso, que se espalham pelo Brasil coletivos ligados à arte com auto-gestão, produzindo festivais dos mais variados estilos. E no Rio Grande do Sul não é diferente. Muita coisa esta começando e outras estão se solidificando. A B.I.L.(Bandas Independentes Locais), de Canoas, é a prova do que falo. Foram 43 shows realizados desde abril de 2005 até janeiro de 2009. Mais de 70 bandas já tocaram, não apenas de Canoas, mas também de POA, Esteio, Sapucaia, Novo Hamburgo, Campo Bom, Gravataí, Terra de Areia, Blumenau (SC). 3 coletâneas foram lançadas (2006/2007/2009). E a coisa não para por aí. As iniciativas do coletivo B.I.L. cada vez mais se expandem para outras áreas, mas mantem o foco musical. No principio desse ano o coletivo Neunderground e o coletivo B.I.L. acertaram uma parceria onde todos os meses uma banda que faz parte do B.I.L. toca nos eventos do Neunderground e vice-versa. Possibilitando, além de uma integração, o aumento da rotatividade das bandas e fortalecendo os coletivos. Faça por você mesmo, liberte-se do grande dragão, e faça o que ninguém fará por você! Um abraço a todas as crianças, leões e camelos que nos apóiam.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Espirais de Entendimento

Magnéticas aventuras assumem uma falaciosa textura de cogumelos ao alvorecer do sol
Essa infinita percepção se soma ao sentimento de alivio que transborda pela boca molhada
A vivência da serpente do prazer nos atinge não podendo nega-la sem sentir remorso
Iluminada a vida fica mesmo num tênue dia onde as nuvens tomam conta do céu e não há raios a brilhar
Gostosas fragrâncias não sucumbem com o passar do tempo e de vez em quando retomam o seu lugar
Nuaceas de imagens distorcidas fragmentam o universo sem graça do pré-estabelecido
Munidas de metáforas catastróficas e ao mesmo tempo da construção de novos horizontes, talvez um pouco verticais
Como não perceber nesse instante que só a queda pode nos ajudar
Que agora que chegamos no degrau de baixo tudo se ilumina
E não é o fim do túnel
É o principio de um novo recomeço infinitamente cíclico
Mas que muda com as virtudes adquiridas nos sonhos de um dia de semana - Evolução
É no solo que a queda é mais branda, menos ego meus irmãos
Só há gloria em uma vitória na humildade do vencedor

sexta-feira, 5 de março de 2010

Chaves da Cadeia

AUSENTES E ARMADOS
FLUTUANDO EM UM MUNDO
BASEADO NA FUMAÇA
A ERVA DO ESQUECIMENTO
QUE ILUMINA A IMAGINAÇÃO
E QUE FAZ ENCHERGAR
O QUE NÃO SE VÊ, MAS SE SENTE
EMBRIAGA O PASSADO
NA FOGUEIRA DO PRESENTE
COZINHA AS VERDADES DITAS
EM MOLHO DE SOLVECRILL
QUE DISOLVE A TINTA
QUE ENCOBRE, MAS NÃO ESCONDE
O QUE SENTE
AS ALUCINAÇÕES!!!

MAIS UMA VEZ
ACORDO DA REALIDADE
A VIAGEM SEGUE
AS ILUSÕES PROSEGUEM
MEUS PENSAMENTOS VOAM
E ME DÃO TRAQUILIDADE E DESAPEGO
MAS AINDA CARREGO COMIGO
RANÇO DA INVEJA E O FEDOR DO MEDO

O ACIDO CORROI
MAS NÃO DESTROI
CONSTROI E ALUCINA
LEVANDO LONGE
SEM SAIR DO LUGAR