terça-feira, 16 de março de 2010

Época de chuva


Acabou-se a boêmia
Agora bebo um copo de chuva
Já eram as horas vadias que ficava com meu amor.
Os homens não são mais os mesmos
Não vestem chapéu
Não olham mais pro céu
Não falam palavras de amor.
Hoje nas tardes vazias sinto dor...
A dor de ter sempre que partir,
De não resistir aos olhares tensos e envidraçados
Da minha gente das ruelas amargas e nuas
Sobrevivendo na cidade do descaso.
Respiro a última gota de chuva com o gole do café amargo.

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