Magdalena, menina tímida e alegre, acabara de almoçar e retirava o invólucro de um bombom que ganhara de Páscoa de seu avô. Amante dos doces, Magdalena se deliciava em seu quarto com o doce. Na sala, sua família tagarelava após a refeição. O sentimento de êxtase proporcionado pelo bombom já se findara, ela ainda revolvia sua língua no interior da boca para sugar os últimos sabores do chocolate que, infelizmente, já não existiam. A menina foi ao banheiro e escovou os dentes. Ouvia as altas gargalhadas de seu avô, enquanto se lambuzava de pasta de dente. Costumava escovar os dentes de boca aberta, deixando a pasta escorrer, era assim que gostava. Foi se dirigindo a sala. A porta do quarto dos pais estava fechada, sinal que se recolheram para cesta. A sala ficou em silêncio. Chegando nela, ouviu baixinho seu irmão sussurrando para o avô.
- Ela tava que tava vô, eu disse pra ela, e ela acredito. Dae não teve volta...
O avô soltou mais uma gargalhada e começou a lacrimejar de tanta alegria, se controlou um pouco e disse ainda rindo:
- Você é um avião meu filho, eu fiz muito disso também. Mas ela é sua namorada?
- Que nada vô. É uma menina aqui da vizinhança. Foi só uma vez.
Vendo os dois naquela alegria, chagando de sopetão, Magdalena pergunta:
- Do que vocês tão rindo tanto, posso saber?
Nesse instante, o menino ainda alegre e sorridente vê o avô num segundo mudar sua fisionomia drasticamente. Com a testa enrugada e com uma seriedade que não havia demonstrado nesse domingo em família, o avô pede a sua neta que sente ao seu lado e escute o que ele tem para dizer.
- Filinha, talvez, você seja novinha ainda. Quantos anos você tem mesmo?
- Tenho 16 vô.
- Bom, acho que nunca é cedo para aprender determinadas coisas na vida. Filinha, quando algum rapaz estiver com você num momento de romance e te falar que vai só colocar a cabecinha...(uma pausa com olhos vidrados na menina)...não acredite, pois essa cabeça não tem ombro.
Alguns meses depois, Magdalena entendeu o que seu avô tentou alertar naquele feriado de Páscoa, com seu segundo namorado, Alberto.
- Ela tava que tava vô, eu disse pra ela, e ela acredito. Dae não teve volta...
O avô soltou mais uma gargalhada e começou a lacrimejar de tanta alegria, se controlou um pouco e disse ainda rindo:
- Você é um avião meu filho, eu fiz muito disso também. Mas ela é sua namorada?
- Que nada vô. É uma menina aqui da vizinhança. Foi só uma vez.
Vendo os dois naquela alegria, chagando de sopetão, Magdalena pergunta:
- Do que vocês tão rindo tanto, posso saber?
Nesse instante, o menino ainda alegre e sorridente vê o avô num segundo mudar sua fisionomia drasticamente. Com a testa enrugada e com uma seriedade que não havia demonstrado nesse domingo em família, o avô pede a sua neta que sente ao seu lado e escute o que ele tem para dizer.
- Filinha, talvez, você seja novinha ainda. Quantos anos você tem mesmo?
- Tenho 16 vô.
- Bom, acho que nunca é cedo para aprender determinadas coisas na vida. Filinha, quando algum rapaz estiver com você num momento de romance e te falar que vai só colocar a cabecinha...(uma pausa com olhos vidrados na menina)...não acredite, pois essa cabeça não tem ombro.
Alguns meses depois, Magdalena entendeu o que seu avô tentou alertar naquele feriado de Páscoa, com seu segundo namorado, Alberto.
"Costumava escovar os dentes de boca aberta, deixando a pasta escorrer, era assim que gostava".
ResponderExcluirhehe, massa!