segunda-feira, 12 de abril de 2010

Os "P's"

Atualmente, parece estranho, mas as obsessões se espalham e assumem papel importante na vida das pessoas. De todas as obsessões que perturbam as mentes dos sofridos seres humanos, o amor parece matar e enlouquecer mais que qualquer outra. Porém, ao refletirmos a respeito do amor monogâmico, cristão, individualista, possessivo e obcecado que vigora nos meios de comunicação e em grande parte de nosso mundo, percebe-se que ele tem como objetivo primeiro à busca por uma felicidade estável e racional, que obriga e pune para manter esta estabilidade. Outra conclusão também é possível tirar: que a busca pela felicidade individual pode negar o amor, que em verdade é permissivo, perdoa, aceita as diferenças e liberta. Talvez, o amor obcecado pode ser uma vertente da grande obsessão pela “felicidade permanente” que parece vender muito bem livros de alto ajuda e antidepressivos. Não aceitarmos que somos dotados de fraquezas e que o mundo esta longe de refletir os desejos de nossa mente é um erro, e muito egocêntrico por sinal, porém a felicidade e a alegria de viver esta dentro de cada um, essa seria nossa revolução! Um dia desses ouvi um filosofo falar, no Programa Provocações da TV Cultura, que a “felicidade permanente”, se é que é possível, só existiria numa faze mais avançada da vida, mas só depois de se libertar dos 6 “P’s”! Quais “P’s”? OS PAIS, PADRE/PASTOR, PROFESSOR, PATRÃO, PARTIDO(se partido fosse bom, seria inteiro) e PSICOLOGO/PSIQUIATRA. Boa sorte!!!!!!

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