quinta-feira, 17 de junho de 2010

Do diário de Juanita :

Você embriaga-me com todo seu delírio de viver;
Olha-me pra me comer ou simplesmente por me olhar.
Te quero eternamente ou nunca mais.
Um dia nublado de Porto Alegre.

Silêncio!
As árvores namoram no parque.
Essa poesia morreu na imensidão das luzes nas árvores.
Poa, redença.

Riqueza de espírito
Lua sumiu
Tristeza partiu
Vento pra longe
Caminhos de areia
Longe...
A lua cheia
Cães, sempre.
Somos insensatos
Como gatos
Em busca do instinto.
Dócil ser humano
Poder de conquista
De mentira monarquista
Em tom de revolução!
Venda da Das Dores, Praia da Pipa, R.N.

Sou o que em pó me consomem
E a lua cheia me come
Em cântaros do vinho amargo
Na noite fria de um amor em pedaços
Que se desfez em goles de um mundo vão.
Sonhos com terras distintas
Que durante a vida toda me perseguirão
Nenhuma liberdade há de ser permitida
Pelos homens na terra
Enquanto os egos mortais sucederem
Navios gigantes de banais seres
Pra cá sempre virão.
Poa, dia sem inspiração.

Hoje no mar
milhares de bichinhos não me deixaram nadar.
Fixaram-se em mim como seu eu fosse uma praga
Que o espaço deles quizesse ocupar.
Eu, com toda minha vaidade de espécie humana alto falava :
Êita, que até piolho existe no mar!
Dia de sol equatorial, Alcântara - M.A.

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